2005... AS ÚLTIMAS
Que o tempo passa não é nada de novo. Mas o que parece começar a ser uma realidade quase assustadora é a velocidade a que se faz essa passagem.
Chego ao último dia do ano com poucas perspectivas e muitas preocupações. E lá vou, à meia noite, engulir as 12 passas, formulando um desejo por cada uma.
Em época de balanços, não me apetece fazer contas à vida. Isto é o que é e como é. 2005 trouxe-me mais coisas más do que boas. E lá me resta a esperança de que 2006 seja melhor. É todos os anos a mesma coisa. E, se no que depende de mim, posso usar a minha força interior, a minha fé, já no que concerne às dependências não poderei fazer nada. Embora tente, aqui e acolá. É o meu papel de cidadão que se junta ao espírito de cidadania.
Amanhã será, então, o primeiro dia do resto das nossas vidas. Sem a menor dúvida.
Como será este País, como viverá este Povo, com as más notícias que avançam, desde logo, com promessas de aumentos no custo de vida, em alguns casos com valores superiores ao da inflação que se anuncia em 2,3%? À partida, este valor está ferido de mentira. Mas mesmo que seja um valor para acreditar, o que dizer se, por exemplo, o aumento dos vencimentos da função pública não superarão, palavras do Ministro, os 1,5 %?
Claro que há sempre uma migalha mais. Poderemos atingir os 2%... Ainda assim, o valor fica aquém da inflação.
Por mim, está prometido: quando não tiver dinheiro, vou roubar. Não duvidem. E desafio todos os portugueses a fazerem o mesmo.
Mas, antes dessa medida, impopular com toda a certeza, desafio os portugueses a deitarem fora os míseros governantes que têm zelado pelos nossos bolsos de há uns anos a esta parte, essa corja de incompetentes que nem uma mercearia conseguem administrar.
O problema já não está na côr política. Está no sistema. E é preciso mudá-lo. Urgentemente. Sem cravos, até porque agora estão muito mais caros. Gente com "tomates" precisa-se.
Acabo, por hoje, com uma preocupação de valor acrescentado. A lesão do senhor Sócrates. E não foi um acidente de trabalho, não. Foi no gozo de (i)merecidas férias, numa estância turística de muitas estrelas que um joelho do senhor Sócrates ficou mal tratado. Como reagirá o cérebro do senhor a este acidente? Tenhamos medo. Tenhamos muito medo.
Desejo-vos, com toda a franqueza, um novo ano cheio de saúde, bem fundamental para a qualidade de vida. O que se puder acrescentar, de bom, é bem vindo.
Hasta la vista.
Chego ao último dia do ano com poucas perspectivas e muitas preocupações. E lá vou, à meia noite, engulir as 12 passas, formulando um desejo por cada uma.
Em época de balanços, não me apetece fazer contas à vida. Isto é o que é e como é. 2005 trouxe-me mais coisas más do que boas. E lá me resta a esperança de que 2006 seja melhor. É todos os anos a mesma coisa. E, se no que depende de mim, posso usar a minha força interior, a minha fé, já no que concerne às dependências não poderei fazer nada. Embora tente, aqui e acolá. É o meu papel de cidadão que se junta ao espírito de cidadania.
Amanhã será, então, o primeiro dia do resto das nossas vidas. Sem a menor dúvida.
Como será este País, como viverá este Povo, com as más notícias que avançam, desde logo, com promessas de aumentos no custo de vida, em alguns casos com valores superiores ao da inflação que se anuncia em 2,3%? À partida, este valor está ferido de mentira. Mas mesmo que seja um valor para acreditar, o que dizer se, por exemplo, o aumento dos vencimentos da função pública não superarão, palavras do Ministro, os 1,5 %?
Claro que há sempre uma migalha mais. Poderemos atingir os 2%... Ainda assim, o valor fica aquém da inflação.
Por mim, está prometido: quando não tiver dinheiro, vou roubar. Não duvidem. E desafio todos os portugueses a fazerem o mesmo.
Mas, antes dessa medida, impopular com toda a certeza, desafio os portugueses a deitarem fora os míseros governantes que têm zelado pelos nossos bolsos de há uns anos a esta parte, essa corja de incompetentes que nem uma mercearia conseguem administrar.
O problema já não está na côr política. Está no sistema. E é preciso mudá-lo. Urgentemente. Sem cravos, até porque agora estão muito mais caros. Gente com "tomates" precisa-se.
Acabo, por hoje, com uma preocupação de valor acrescentado. A lesão do senhor Sócrates. E não foi um acidente de trabalho, não. Foi no gozo de (i)merecidas férias, numa estância turística de muitas estrelas que um joelho do senhor Sócrates ficou mal tratado. Como reagirá o cérebro do senhor a este acidente? Tenhamos medo. Tenhamos muito medo.
Desejo-vos, com toda a franqueza, um novo ano cheio de saúde, bem fundamental para a qualidade de vida. O que se puder acrescentar, de bom, é bem vindo.
Hasta la vista.
