Militar português morre no Afeganistão. João Paulo Pereira, 33 anos. Uma mina, perto de Cabul, pôs termo à sua existência. Longe da Pátria, e dos seus. Na guerra mas não propriamente em guerra. Uma "simples" acção de vigilância. O que vigiava o João e os seus camaradas de armas? A guerra dos outros onde, por obrigações protocolares mal explicadas, Portugal é "representado".
João regressa ao seu País terça feira. Para a cerimónia fúnebre e o último adeus.
A vida continua. A presença de portugueses em terras estranhas também. Daqui a quantas mortes perceberão os responsáveis que não temos nada a ver com aquelas guerras?
A Natureza continua a mostrar, aqui e acolá, quem manda no sistema. Mais um grande sismo. Desta vez, na costa de Sumatra, uma das ilhas da prepotente Indonésia.
O (des)governo português é teimoso. E brinca connosco. Não é novidade. Fazendo da propalada crise tábua rasa, insiste no TGV. Com o nosso dinheiro que é cada vez menos. De bolso cheio, o povo rico (que não o rico povo) está-se nas tintas e aplaude. Como se o povo rico fosse utilizar o TGV, abdicando das suas "bombas" com motorista às ordens...
Joaquim Vieira, director da Revista "Grande Reportagem" foi demitido. Creio que ninguém acredita tratar-se de um acaso inexplicável. O Joaquim tinha escrito, e bem, sobre a Ota e Mário Soares. Um artigo que colocava Soares na área dos interesses, pelo menos económicos, da zona onde, como sabemos, o valor por metro quadrado já começou a subir, desde que se começou a falar na construção do aeroporto por aquelas bandas.
Joaquim Vieira falou de mais um apodrecimento lusitano. Com os pontos nos is. E foi despedido.
As escutas telefónicas continuam "sem rei nem roque". Souto Moura já pediu ao governo que reveja a legislação sobre o assunto.
Entretanto, diz-se que o PS e o CDS/PP estariam a planear o pedido de demissão de Souto Moura. Se eu fosse ingénuo, acreditaria em mais uma coincidência. A quem interessa a nacional bagunça?
Mário Soares garantiu que se fôr eleito só cumprirá um mandato. A sério, Dr? O senhor estará, por acaso, a pensar beber a poção mágica da longevidade? Aconselhou-se com o Asterix, já percebi.
Cavaco Silva diz que não tem opiniões. Que mau Presidente dará Cavaco. Uma pessoa sem opiniões é como um jardim sem flores. Onde é que eu já ouvi uma coisa destas?!
À procura de Belém continuam os candidatos. A pré campanha, aberta há muito com grande aproveitamento assente nas autárquicas, já mostrou o que temos. Porque se calhar merecemos.
Os já falados Soares e Cavaco, mais Jerónimo, Alegre e Louçã. Ah! E José Maria Martins, o advogado que ainda há-de conseguir uma estátua para "Bibi", o da Casa Pia.
Por onde escolher, há. Mas em quem acreditar? Eu, céptico como sou, irei pelo mal menor. Segundo a minha perspectiva, claro. Sim que essa de assinar cheques em branco já não pega.
Já só faltam dois meses, mais coisa menos coisa. Para escolher. Para fechar os olhos e "assinar de cruz" (no papel), para fazer um "boneco" que torne o voto nulo, para a abstenção e o inevitável não quero saber, para acreditar, ou tentar acreditar em alguém. Porque sim ou porque tem que ser.
Está assim Portugal. Estão assim os portugueses.
Chove torrencialmente. Não tarda, começam as lamentações de tanta água. Depois das lamentações da falta do precioso líquido. Somos assim. Insatisfeitos. E há sempre a hipótese de um subsídio.
E lá vou eu. Rever a matéria dada e encarar nova semana, com um sorriso nos lábios e de olhos bem abertos porque... eles andam aí.
Hasta la vista.