sábado, outubro 22, 2005 

Sentei-me em frente ao monitor, vazio de ideias. Destroçado pela desgraça nacional que parece ter vindo para ficar. Indignado com o irritante marasmo que parece ter atingido Portugal e os portugueses. Farto da existência confirmada dos "mete nojo" portugas.
Estou a exagerar? Nem um pouco!
Já nem quero falar de política. Muito menos dos políticos. Pobres coitados dos que ainda acreditam nesta classe degradada e degradante. Comigo não contam. Na sequência do 9 de Outubro, agoniei-me. O que mais irá acontecer?

Felizmente ainda há coisas boas. Como antigamente.
Redescobri o DNA. Agora à sexta feira, um suplemento do Diário de Notícias que consumi meses a fio, então ao sábado. Cheguei a comprar o jornal, por causa do suplemento. E valia a pena.
Como disse atrás, redescobri-o. Ontem. Digamos que é o primeiro número de uma nova edição. Para mim, é.
Não me recordo do nome de alguns colaboradores que entretanto já o não são. Mas confirmo a capacidade de Pedro Rolo Duarte. Leio Rita Barata Silvério que fala da princesa Letizia e gosto. Espreito as primeiras linhas da entrevista que Paula Oliveira faz a Guta (Augusta) Moura Guedes e percebi o que faz correr esta mulher que apostou no CCB. Rita Garcia traz-nos os bailes da terceira idade numa grande reportagem. E o que dizer de Mario Vargas Llosa, em exclusivo DNA/El Pais? E Sandra Nobre, a jovem ex-promessa que tive o privilégio de conhecer nas lides radiofónicas e que está cada vez melhor? Para só falar dos que me apetece...
Estranhei uma ausência. A do meu caro Dr. Eduardo Barroso. Ilustre cirurgião que escreve melhor do que fala, e fala muito bem. Que pena, Dr., essa veia sportinguista que o coloca de imediato no lado oposto da Segunda Circular...
O meu abraço para quem mantém viva a chama DNA!!!

Já se fala no Rock In Rio. Mais adrenalina. Mais música electrónica. Mais bandas novas. Mais concertos. Mais conforto. Anuncia-se o evento que regressa a Portugal. Dias 26 e 27 de Maio, 2, 3 e 4 de Junho. Cidade do Rock Parque da Bela Vista. Veja em www.rockinrio-lisboa.sapo.pt
Está lá tudo.

Atenção ao disco de David Fonseca. Se o nome lhe diz pouco, puxe pela memória e traga à mesma Silence 4. Já está a ver? Óptimo. "Our Hearts Will Beat As One", o título do cd. Vale a pena.
Lá por fora, já se ouve, e muito bem, um dos segredos mais bem escondidos da música americana: Laura Veirs está aí com o álbum "Year of Meteors". Uma surpresa. Pela positiva.
Alicia Keys tem novo cd. Um "unplugged" com todos os êxitos ao vivo em versões acústicas e três novos temas. Participação muito especial de Adam Levine, dos Maroon 5.

Em Novembro estreia em Portugal um filme soberbo, não aconselhável a pessoas com fragilidade psíquica. "Flightplan". A filha de uma passageira (Jodie Foster) desaparece em pleno voo e os outros passageiros garantem à mãe que a criança nunca chegou a entrar. Jodie Foster no seu melhor, com aquele ar de 1,60 m, franzina mas firme, valendo-se da experiência de mãe de dois filhos para dar mais "realidade" ao drama de mãe desesperada.

Já me sinto melhor. Menos vazio. Mas ainda sem perceber o que faz a justiça em Portugal. O que é grave.

Hasta la vista.


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sábado, outubro 15, 2005 

NÓS POR CÁ VAMOS INDO...

Passou o período da reflexão. O da acção também. Entrámos no da digestão.
Confesso que não esperava dias tão confusos. Embora em silêncio, ou quase, o síndroma da podridão instalou-se para nunca mais sair.
Sinais de desalinho político a roçar o escândalo, aqui e ali entrando mesmo nele.
Nem me refiro às vitórias com sabor a corrupção. Essas foram garantidas pelo povo. E chama-se a isto democracia...
Tenho lido e ouvido muita coisa sobre alegadas ilegalidades na contagem dos votos. Aqui mais perto de mim, Almada, Seixal e tal.
Bloco de Esquerda e PSD são os queixosos, mais aqueles que estes. CDU a coligação em quem caem quase todas as acusações.
Como em tudo na vida, desejo que se faça justiça. Rapidamente. Sim porque algo de muito grave se passa. Ou há mesmo trafulhice ou acusação descabida. Em ambas as hipóteses, a gravosidade da coisa exige medidas severas.

Vêm aí aumentos.
O gás aumenta 4% a partir de... hoje!!! Gás? Mas para que serve isso?
Os transportes, essa coisa finérrima e luxuosa, sobem 3,8% já em Novembro.
A electricidade, coisa de ricos, dispara 4% em Janeiro. Para os privados, essa classe privilegiada sem vergonha.
Para não falar no sobe (muito) e desce (pouco) dos combustíveis, embalados pela crise, pelo mau tempo e por tudo o mais que não se diz mas que se percebe.

O "Independente" desta semana diz que um dos "nossos" Falcon foi utilizado pelo Senhor José Sócrates para ir ver um jogo de futebol.
Se bem me lembro (corrijam-me se estiver errado) o Senhor Sócrates é o 1º ministro de Portugal. A ser verdade o que diz o semanário, estamos na presença de um mau exemplo dado por uma das figuras mais gradas da hierarquia político-governamental cá do burgo. Claro que para compensar a despesa, quase simbólica, feita por sua excelência, o bilhete de ingresso foi à borla. Ou melhor, nem houve bilhete. Um convite e pronto.
Má língua, é o que é. Se calhar queriam que o primeiro ministro fosse de comboio. Ou num modestíssimo Fiat Punto. Era o que faltava. Ainda por cima sujeito a chegar atrasado ao grande acontecimento...
Lá estão os "contra-poder" a fazer das suas. Senhor Sócrates, não ligue. Continue assim que está muitíssimo bem. Eles nem imaginam as dores de cabeça que o senhor tem a determinar aumentos, a assinar despachos anti função pública, a (des)governar Portugal e arredores.
Senhor Sócrates, já sabe que conta comigo. Vou-me a eles e... nem digo o que lhes faço.

Bem, está na hora de fazer uma pausa. Mas não saio sem lembrar que hoje há um FC Porto vs SL Benfica. Isto é que interessa. Vou preocupar-me com o aumento do custo de vida se tenho sempre a hipótese de me distrair com um jogo de futebol?!?! Mesmo que vá a pé. Viva o futebol enlatado.
O povo entalado resiste a tudo.

Hasta la vista.




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sábado, outubro 08, 2005 

REFLEXÕES

Dia de reflexão para os 8,7 milhões de eleitores que amanhã ditarão o futuro autárquico lusitano.
Vamos então reflectir.
Uma das mais pobres e vergonhosas campanhas eleitorais jamais vistas/ouvidas no nosso País. Onde cada qual usou dos seus argumentos para abusar da nossa paciência. Onde a maioria dos candidatos tratou o seu semelhante -nós - como coisas, logo sem sentimentos. Onde a maioria dos que prometem se perfilaram sem condição para cumprir.
Nunca a política foi tão mal tratada. Entretanto, pedem o nosso voto. Merecê-lo-ão? Claro que há excepções. Mas a poliítica é uma generalidade. O conceito da confiança que merecemos não é, segura,ente, o conceito da (falta de) confiança que nos prometem.
Senhores políticos: somos seres humanos, não somos coisas nem números. Assimilem isto de uma vez por todas.
Entretanto, e feitas as contas, esta campanha eleitoral custou a cada um dos portugueses que pagam impostos, a módica quantia de 5,15 euros.
Amanhã acertaremos contas, acreditem.
Continuo em ritmo de reflexão, remetendo a nossa atenção para uma reunião que deverá ter lugar em Novembro, onde Portugal e Espanha irão analisar a seca. Espera-se que este encontro não seja uma seca e que dele se tirem ilações importantes remetendo o povo para uma onda de esperança.
Diz quem faz estatísticas que 97% do território português está em seca extrema ou severa. Algo está mal. Ou estas contas estão mal feitas ou alguém terá que explicar a razão de tanta água desperdiçada. Roturas que levam uma eternidade a reparar. Regas públicas sem nexo. Espaços verdes cujos aspersores funcionam mal e/ou estão mal programados regando tudo menos o verde e/ou funcionando horas a fio, sem controle. Lavagens privadas sem regra e sem fiscalização por quem de direito. Ou será que isto só se passa nos 3% que de acordo com os números vindos a público, não estão, ainda, no tal regime de seca extrema ou severa?
Em reflexão, não sabendo ainda o que irão fazer ao dinheiro, estarão os dois apostadores (um deles português) que arrecadaram, cada, sete milhões e meio de euros, no concurso desta semana do Euromilhões.
Reflictam bem.
Em reflexão estrão os habitantes do Paquistão, India e Afeganistão onde um sismo brutal, dos maiores dos últimos anos (7,6 na escala de Richter), ceifou a vida de mais de um milhar de pessoas.
Também por cá - Vendas Novas, Alentejo - se sentiu na noite de sexta para sábado, um abalo sísmico de fraca intensidade (2,6 na mesma escala) e que não provocou vítimas nem estragos.
A Natureza continua a avisar. Não brinquem com ela.
Dia 4 de Outubro comemorou-se o Dia do Animal. Dia 6 dei conta de vários animais abandonados, um pouco por todo o lado.
Associações amigas dos animais, acordem!!!
E agora vou sair, para reflexão.
Amanhã, domingo de eleições, sejam coerentes. Como eu.
Hasta la vista.

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quarta-feira, outubro 05, 2005 

UMA DATA, DUAS COMEMORAÇÕES

Cinco de Outubro de 2005

..... Noventa e cinco anos depois da implantação da República.

..... Oito meses depois da implantação deste blogue.

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sábado, outubro 01, 2005 

DISTRAÍDO MAS NÃO MUITO

A notícia de que a maioria par(a)lamentar aprovou o referendo sobre o aborto deixou as parteiras do meu País mais aliviadas. Pode ser que desta a coisa vá. Em "braza" ficaram os PP's que preferem continuar a alimentar o "lobbie".
Para mim é igual. Desde que a mulher saia dignificada.
Mas há alguém que se preocupe com isso? Oh, Senhor Louçã, desculpe. Nem me lembrava de si. Ai esta cabeça!!!
Um eclipse será fenómeno observável no nosso País. Não, não se trata do eclipse de mais um autarca, não senhor. Desta vez é solar. A lua, essa marota, vai passar à frente do sol e zás.
Um mini apagão para português ver.
Segunda feira, pelas 9 horas, atrasam-se as entradas nos empregos e registamos o acontecimento.
Na África do Sul mais um português foi assassinado. À facada, a sangue frio que é mais barato, lá foi o 13º lusitano morto em terras do Senhor Mandela, este ano. Ninguém, ou quase, liga a estas coisas. É lá longe... que se lixe. Que se cuidem os resistentes. Eles, os sul africanos, não se esquecem nem perdoam. Depois não digam que não avisei.
Mais um atentado. A frieza dos números aponta, neste momento, para 32 mortos e 101 feridos.
Em área turística do Bali. Num paraíso. Praia, muito sol e mordomias. Também eles, os que fazem rebentar as bombas, não perdoam. Igualmente a sangue frio, num ambiente de calor.
Dia 9 vamos a votos. Locais. Quer dizer, eleições autárquicas dão o mote para um domingo de talvez passeio.
Terça feira começou a campanha eleitoral. Quase não se deu por isso. No presuposto de que uma campanha é para muito mais do que para cenas tristes, mais ou menos de faca na liga, saímos defraudados. O que em Portugal começa a ser um lugar comum.
Desafio os senhores políticos, estejam onde estiverem, que mostrem o que os faz correr. Há-de haver alternativas. Digo eu. Que não apenas procurar os podres e os pseudo podres dos outros. Que não apenas mentir. Que não apenas prometer o que não se sabe poder cumprir e, pior, prometer o que se sabe não poder cumprir. Que não apenas desiludir. Que não apenas fazer dos portugueses palermas.
Às honrosas excepções, a minha vénia.
Estou a ouvir um disco de Norah Jones. É um espanto. Uma voz que alimenta a alma de qualquer um. Saliento "Just one last dance", onde até apetece perguntar "a menina dança?" e "I'm going to find you".
Melhor que um disco de Norah Jones só dois discos de Norah Jones.
Já agora anotem este nome: Damien Rice. Oiçam. Numa grafonola perto de vós. E depois digam qualquer coisa.
Com a minha eleição quase garantida, despeço-me com amizade (onde é que já ouvi isto?).
Hasta la Vista

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