A MENTIRA (AINDA) É UMA ARMA
Creio que as eleições que se aproximam nada nos vão trazer de novo a não ser a suspeição e a mentira em ritmo crescente.
Exemplos disso são, sem sombra de dúvida, Ferreira Torres, Isaltino Morais, Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras.Não me compete julgar. Para isso existem (será que funcionam bem?) as polícias, os tribunais, os juizes. Apenas tenho o direito de questionar. Do alto da minha honestidade de português lixado e mal pago, interrogo-me até onde vai, até onde irá, a mentira, a desonestidade, o tráfico de influências e respectivos sacos de cores diversas.
Pergunto, analiso, oiço, leio, analiso, volto a ler e a ouvir, analiso, e não saio desta roda estonteante e miserável. A dúvida persiste em mim. Sem esclarecimento adequado. Intencional? Quem sabe...
Casos mais mediáticos (ou mediatizados) são, na minha perspectiva, os de Valentim e Fátima.
Os meandros do futebol corroem o major, o saco azul deu cabo dos planos de Fátima. Isto, numa observação enviezada.
Gondomar e Felgueiras torcem, aparentemente, pelos seus ex Presidentes. Valentim é popularucho que chegue para mover montanhas e atirar com areia para os olhos do sistema. Fátima encenou e ensaiou a peça e com o devido patrocínio troca as voltas à justiça.
Dividem-se as opiniões. Até nos meios forenses os doutores opinam como autênticos misturadores de leis. Poderia Fátima candidatar-se, António Marinho? Não poderia , Saldanha Sanches?
Em qualquer das quatro situações aqui focadas, os cenários são possíveis graças a buracos na legislação. Que não é de cariz absoluto. Culpas? Obviamente do legislador que agora assobia e disfarça para português (não) ver.
Estão criadas situações aberrantes por inépcia do sistema legislativo. De onde se infere que a justiça está ferida no seu conceito mais fundo.
Na verdade, os quatro vão a votos em circunstâncias patéticas que descridibilizam (ainda mais) a política e não abona a justiça.
Voltando a individualizar, veja-se que o próprio Ministério Público acaba de contestar a decisão da Juiza do Tribunal de Felgueiras.
God save justice!!!
Fátima Felgueiras, vinda do Rio de Janeiro onde vivia num luxuoso apartamento, a 800 metros da praia, pela módica quantia de quarenta contos por mês (números redondos e antigos), chega a Portugal sabendo que a PJ a esperaria para fazer o seu papel. A imunidade iria permitir-lhe seguir viagem. Beneficiando da altura em que o faz, tira vantagem da desgraça em que se colocou, ou foi colocada, sei lá, reavivando as almas felgueirenses de tal modo que se as eleições fossem hoje sairia vencedora.
O crime compensa. A bem dizer.
À espreita continua Valentim. Táctico, como sempre, piscando o olho qual velha raposa habituada a um deserto de ideias. Dia 9 é já ali e quem promete pode tirar disso proveito.
Obsecado, irreverente e stressado, Ferreira Torres já tem o livro de encomendas cheio e teve de recorrer às reservas. Electrodomésticos? É já a seguir!!!
A olhar para o futuro, pensando no passado, sem saber o que fazer no presente, Isaltino desejaria ouvir a canção "Oh tempo volta pra trás" para, quem sabe, não repetir os mesmos pecados. Os oeirenses preferem a estabilidade.
E agora vou fazer contas. Será que conseguirei ser eleito?
Hasta la vista.
