PETARDOS
O terror anda na rua. Dizem os mais cépticos que "estamos no fim do mundo". Os mais cépticos, os menos informados e os manipuladores da opinião pública.
Desde sempre que os actos bélicos acontecem. Desde sempre que se mata por tudo e por nada. O que é mais recente é a sofisticação dos meios e a velocidade a que a informação transmite os acontecimentos, mais ou menos especulativamente.
Em boa verdade, o Mundo passa por uma fase menos boa. É obvio. Está à vista de toda a gente. O céu aparece frequentemente manchado. De sangue e de fumo, sem ser necessariamente por esta ordem. Queimam-se vidas. Reduzem-se a cinzas hectares e hectares de mais valia que um dia nos fará falta. Dizimam-se milhares e milhares de vidas, sem o mais pequeno sinal de escrúpulo, sem olhar a meios, sem dó nem piedade.
Culpas e culpados? Claro que existem. Mas é cada vez mais difícil perceber quem começou o quê.
Vários cenários de destruição artificial (aqui a Natureza não entra) se entendem aos quatros cantos deste perturbado planeta. Dizem que é o terrorismo. Cujo termo vem de terror. Assim sendo, estamos de acordo. O tal terror que cada vez mais assusta porque mata indiscriminadamente. O tal terror que não tem pátria. Não nasceu exactamente ali ou acolá. Não tem côr, religião ou credo político definido. Tem antecedentes. E há-de continuar. Enquanto os "donos do mundo" não fizerem tréguas com as suas próprias consciências.
Afeganistão, Irão, Iraque, Palestina, entre outros, foram e/ou estão a ser palcos de conflitos desnecessários. Obra de terroristas "autorizados", contra quem quase ninguém levantou um dedo de censura.
Os "novos" focos de terror constituem moda e aparecem ligados à célebre e nem sempre com proveito garantido rede da Al-Qaeda. Principalmente a partir do famoso 11 de Setembro.
Seria interessante e importante conhecer a criação de tal organização. Quem a treinou, quem a financiou. Quem a apoiou. E quem a apoia. Se a verdade fosse como o azeite, viria ao de cima e grandes surpresas surgiriam no horizonte da incredibilidade.
Enquanto se continua a matar sem horário num Iraque destruido e num Médio Oriente permitido, liquida-se com requintes, noutras paragens, escolhidas a dedo, levando, também aqui, culpados e inocentes numa luta sem contornos.
Entretanto, o Papa pede a Deus para conter os actos "assassinos". Como se Deus se metesse nisso. Teremos todos, isso sim, de fazer uma introspeção e entender, de uma vez por todas, que é o SER HUMANO o verdadeiro culpado desta destruição massiva.
Começam as mossas no governo. O Senhor Cunha abandonou a pasta, alegando cansaço. Sócrates não perdeu tempo e escolheu um cidadão, para a substituição, que a julgar pelas notícias veiculadas pela RR, não declara rendimentos (toda a verdade) desde 2000. Boa perspectiva. (Mais) um ministro caloteiro. Ainda não foi perceptível qualquer desmentido por parte do senhor. Deverá andar à procura dos comprovativos.
Assim (não) vai o governo português.
As eleições presidenciais estão aí, não tarda. É já em 2006.
Aníbal António Cavaco Silva ainda não descansou a direita lusitana. Afinal o homem vai ou não candidatar-se? Temos "tabu" até ao fim.
Mário Alberto Nobre Lopes Soares alinha à esquerda (qual?) e estará pronto para ser alternativa. Já tem o apoio do Partido Socialista que ontem afirmava, através de Jorge Coelho, ser Manuel Alegre um candidato com um bom perfil, para hoje dizer que se MS decidir avançar tem o seu apoio.
Ainda não é hoje que falarei dos políticos/comentadores Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa e António Vitorino.
A prosa já vai longa e é sabido que textos compridos desmotivam a leitura.
Com votos de uma magnífica semana,
Hasta la Vista. A bem dizer.
