domingo, maio 29, 2005 

A FARSA CONTINUA

Esta é uma notícia do Expresso de sábado:

(início de citação)
Governo vai eliminar mais benefícios na função pública.
O Governo prepara-se para eliminar mais benefícios dos funcionários públicos do que os anunciados no Parlamento. José Sócrates quer uma taxa social única para todos os funcionários, públicos e privados, além de acabar com os regimes especiais para a função pública.
Segundo avança este sábado o jornal Expresso, a juntar-se à nova idade e valor de reforma dos funcionários públicos virá a nova forma de desconto para a segurança social, para se equiparar aos 11% que os trabalhadores do sector privado descontam por mês, em contraste com os 10% descontados pelos trabalhadores da administração pública para a Caixa Geral de Aposentações.
O Governo pretende ainda uniformizar os regimes para a função pública. O Executivo pretende ainda pôr fim a regimes especiais de carreiras, como os professores do ensino pré-escolar, agentes da PSP e profissionais de saúde, que se reformam mais cedo e têm fórmulas de cálculo para a reforma distintas. Segundo o semanário, o Governo pretende aplicar a idade mínima de reforma e a exigência de 36 anos de serviço a todas as carreiras, ainda que com ressalvas específicas para casos como os dos polícias, que poderão ser aliviados de algumas tarefas nos últimos anos no activo.
As medidas de contenção do défice também chegam ao privado, estimando-se que o sistema de pensões e reformas antecipadas será congelado.
(fim de citação)

Não discordo com a equiparação do desconto social (11%). Mas estará Socrates ciente de que os funcionários públicos descontam, já, 10% (Caixa Geral de Aposentações) + 1% (ADSE), o que perfaz os 11 %?
Ou Sócrates vai acabar com o desconto para a ADSE? Isto, no conceito presente, nem seria disparate, já que a ADSE é um "cancro" que para nada serve.
Mais. O que entende Sócrates por regimes especiais para a Função Pública?
Esquece-se Sócrates que no regime actual tem já o SNS mais benefícios que a ADSE?

A não perder os próximos episódios.

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quinta-feira, maio 26, 2005 

A COR DO DINHEIRO

Meia dúzia de notícias dão conta do movimento económico do nosso descontentamento.
O aumento dos impostos sobre os produtos petrolíferos leva a ANTRAL a dizer que os preços cobrados aos utentes vão aumentar e obrigará a nova negociação sobre o sistema tarifário, indiciando que novos aumentos esperam, para breve, os clientes desse transporte, para além dos que estão na forja.
Este é apenas um dos sinais, dos muitos que se vão seguir.
O aumento da taxa do IVA vai entrar em vigor antes do orçamento rectificativo. Tal é a pressa e o mau senso.
Sabendo-se que o IVA é um imposto chamado "cego", o mais injusto de todos os impostos, pergunta-se o que fará no bolso dos portugueses esta "pequenina" subida de 2% (19 para 21).
A Espanha continua a controlar os impostos e, em alguns casos, até os baixa. Caso dos livros e dos discos, a bem da cultura.
Governo e PS isolados na defesa do aumento dos impostos. Era de esperar. Mas não foram estes mesmos senhores que lutaram, em anteriores legislaturas, contra tudo o que fosse aumentar impostos?
Manuel Monteiro, presidente do Partido da Nova Democracia (PND) teve uma atitude engraçada. Quando questionado sobre a situação económica, respondeu que os portugueses deveriam levar o Estado a Tribunal pelo assalto sistemático à bolsa da classe média.
Lá por fora, como é possível que um País metido numa guerra (ou será em várias?), os EUA, tenha visto crescer o seu PIB em 3,5% até Março? Milagre? Gestão adequada? "Bluff"?
George W. Bush, está de visita à Palestina e, talvez aproveitando a onda positiva das finanças norte-americanas, leva no bolso um cheque de 50 milhões de dólares.
A luta em redor da Constituição Europeia está para durar. A França, muito mais inclinada para o NÃO do que para o SIM, vai ás urnas pronta para mandar os rapazes de Bruxelas dar uma curva, apesar de Jacques Chirac ter apelado, uma vez mais, ao SIM.
Este tema tem sido muito mal tratado por cá, para não variar. Sim, não, nim, o que é a Constituição, a data da votação sobre a mesma, e tal e, se calhar, para muitos ainda, o que é a Europa dita unida.
Por mim está decidido. Não, não e não.
E ainda um rotundo não à dependência, seja de quem fôr, seja do que fôr.
Durão Barroso defronta uma moção de censura. O homem está confiante e parece nao ter medo.
António Guterres foi eleito para um alto posto (deixa-me rir) na ONU. Seja como fôr, é uma vitória da diplomacia portuguesa. É não é? Ou estou enganado?
A terminar, aqui para nós que ninguém nos ouve, ouvi dizer que Vitor Costâncio, o homem forte do Banco de Portugal, ao defender com unhas e dentes, o congelamento das despesas, mormente em promoções e ordenados, terá sugerido que o exemplo venha de cima e terá mesmo, colocado parte do seu magro vencimento à disposição do emagrecimento da despesa pública. Foi? Ah grande Constâncio, assim é que é. E podemos até, se o amigo estiver de acordo, trocar de carros. Eu ando com o seu, um calhambeque qualquer com muitos anos e você anda com o meu, novinho, de 1998... Vamos nessa amigo?
Qualquer coisinha é só dizer. Certo?

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quarta-feira, maio 25, 2005 

AJUDEM A LIMPAR AS PRAIAS

Sugiro que consultem http://praialimpa.blogspot.com e/ou http://cleanbeach.blogspot.com

Uma iniciativa deveras interessante está em curso e terá o seu epílogo dia 5 de Junho.

O Engº Sérgio Rebelo, meu colega Director do Departamento do Ambiente da Câmara Municipal de Almada, de parceria com Julie Banzet, da GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental (http://gaia.org.pt/) vai limpar uma praia selvagem ao sul da Fonte da Telha.
Eles esperam por vós.
Acedam aos links e percebam tudo.
Para qq esclarecimento, praialimpa@gmail.com
Combinado?

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terça-feira, maio 24, 2005 

O REPÓRTER ESTAVA LÁ

Última hora
O emblema do Sporting Clube de Portugal vai mudar de símbolo.
O leão é substituído por três foices:
- Foi-se a Taça de Portugal
- Foi-se o Campeonato
- Foi-se a Taça Uefa

À cerimónia, onde foi tocada a marcha fúnebre e se registaram TRÊS minutos de silêncio, assistiram Luis Filipe Vieira, a águia Vitória e outras celebridades que pediram anonimato.
Dias da Cunha, em nome da família derrotada, agradeceu a presença de todos e prometeu um novo treinador, alguns reforços e um psicólogo. Tudo para a próxima época.
Foi lido um fax de José Mourinho, a esta hora ainda a ser traduzido e, mais discretamente viu-se a cabeleira verde de Maria José Valério ficar sem cor, aos poucos.
O director do Jardim Zoológico de Lisboa anunciou o surgimento de novas crias de leões.
No final foi rezada missa de corpo ausente.

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segunda-feira, maio 23, 2005 

ORA BOLA(S)

Custa-me ver um País rendido ao futebol. Como se mais nada houvesse. Como se estivesse tudo bem. Como se pudéssemos ao luxo de futebolizar as questões, quaiquer que elas sejam.
Mas afinal que mal há nisso? Não fomos nós, portugueses, que construimos dez estádios, dez, numa situação de grande dificuldade económica? Não somos nós, portugueses, que abdicamos de construir hospitais, alegando a grande dificuldade económica?
Estranho País este. Mas chega de "bater no ceguinho". Nao tarda sou acusado de perseguidor político a qualquer preço.
Por um dia permitam-me, em jeito de balanço, necessariamente curto, opinar, dizer de minha justiça, lançar questões, eventualmente especular. Sim, também tenho esse direito.
Acabou o campeonato da Superliga. Terminaram as dúvidas e, como era esperado, apenas um Clube saíu vencedor. O S. L. Benfica. Ainda agora se festeja. E com razão. Primeiro, porque dentro da irregularidade deste campeonato, os benfiquistas foram os mais regulares. Depois, porque vencer um campeonato era coisa que o Clube da Luz não conseguia há 10 anos.
Os três habituais habitantes do topo da pauta classificativa, há muito que não andavam, em luta, tão lado a lado. Este ano, com um "out sider". O S. C. Braga. Que em abono do futebol, resolveu dar um ar da sua graça e complicar, ainda mais, as contas aos "habitués".
A última jornada veio confirmar, se fosse necessário, que é preciso repensar o futebol português. Com um Sporting a arrastar-se e a precisar de férias, um FC Porto inseguro e assustado com os "apitos dourados", um Benfica que precisa refazer as contas, deitar o lixo no lixo e adquirir valores reais, um Braga a dizer que nem é difícil assustar os ditos grandes mas que não tem estofo para a pressão final.
Esta época foi de consagração para os treinadores "velhos", experientes. Jesualdo Ferreira (Braga) a confirmar que é um grande senhor do luso futebol; Nelo Vingada (Académica) a dizer porque razão é considerado por muitos como um dos melhores técnicos portugueses (veja-se a ascensão do Clube depois da chegada de Vingada); Trappatonni, a velha raposa, que com este título soma nove no seu currículo, mostrando como a experiência e a classe pode fazer duma equipa sem chama um campeão merecido.
Onde meter José Couceiro? No rol daqueles que pensam bastar ser treinador de um grande clube para se ser um grande treinador. Em Fevereiro, quando Couceiro saíu de Setúbal para as Antas, cometeu um lapso inadmissível ao dizer, logo à chegada, que ia ganhar tudo. Resta saber se o fez por convicção ou por necessidade (noblesse oblige). Conhecemos os processos de Pinto da Costa e não nos espanta que tenha colocado a fasquia numa altura que todos sabiam ser improvável atingir. O resultado de todas estas lacunas imperdoáveis está à vista. Já o sabíamos há uns dias. Couceiro não continuaria como treinador do FCP. Até porque já havia acontecido o contacto entre Pinto da Costa e Co Adriaanse, o holandês que treinou o AZ Alkmaar, um dos adversários do Sporting na Taça UEFA.
Portanto, sai Couceiro, entra Adriaanse. dado adquirido.
Trappatonni também não deve continuar no Benfica. Há muitas saudades de Itália, da família e, apesar de Trapp ter dito que ia pensar, a verdade é que parece começar a ganhar força a possibilidade do regresso de Jose Antonio Camacho ao Benfica. Sabido que é o apreço de Luis Filipe Vieira pelo espanhol, conhecida a situação de desemprego de Camacho, sabida da vontade de Trapp em regressar a Itália, as portas estão abertas.
O que fazer de José Peseiro? Devolvê-lo a um clube onde possa fazer um trabalho adequado ao seu valor. Não tem perfil para clubes de grande dimensão, onde a pressão se sente dia-a-dia, onde é preciso coragem, onde não se pode ter medos.
Jesualdo Ferreira ficou com carta branca para continuar o seu projecto em Braga onde, mesmo assim, as vozes discordantes se vão juntando, tentando criar uma resistência para a qual Jesualdo não terá argumentos suficientes, tanto mais que faltou ao Braga alguma consistência na parte final do campeonato, o que pode ser interpretado como falta de qualquer coisa.
Ficará por se saber se afinal o FC Porto ofereceu, ou não, dinheiro ao Boavista para se empenhar na vitória sobre o Benfica.
Falou-se pouco das arbitragens depois desta derradeira jornada.
Olegário Benquerença fez o que sabe e não teve problemas no Moreirense X Sp. Braga.
Paulo Paraty mostrou autoridade e classe no FCPorto X Académica e ainda bem que o golo de Dario foi obtido em situação de legalidade indiscutível ou lá teríamos (mais) queixas do Senhor Pinto.
António Costa (Sporting X Nacional) terá sido o de actuação menos bem sustentada. Um golo duvidoso dos insulares, logo deu aso a que outros olhares o quisessem trair, criando mais jogadas de dúvida menos consistente.
Pedro Henriques (Boavista X Benfica) esteve muito bem. O oficial do exército mostrou que estava ali para cumprir a sua obrigação e não foi em vão que antes do jogo começar, disse aos capitães das equipas que o árbitro era ele e que o jogo seria o que os jogadores quisessem que fosse. E foi.
Domingo há Taça de Portugal. No Estádio Nacional do Jamor, Benfica e Vitória de Setúbal fecham a época com a festa do futebol lusitano. É a final que todos querem ganhar. O Vitória para salvar a época, e até era bonito, o Benfica para conseguir a "dobradinha" que lhe assenta que nem uma luva.
Haja futebol.

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sexta-feira, maio 20, 2005 

"QUO VADIS" PORTUGAL?

Ensinaram-me a amar a Pátria. Portugal acima de tudo. E de todos.
Aqui nasci, cresci, vivi TODOS os anos da minha vida. Até agora. Quase sempre com o mesmo entusiasmo de português militante.
De Portugal "bebi" o hino, primeiras letras que aprendi a conjugar, escola fora. Frases feitas por alguém que quis dar nexo a cada balanço musical.
Aprendi a amar o verde, o vermelho e o amarelo, tricolorido da bandeira que se hasteava com orgulho e sob a qual diversas vezes a pele se me arrepiou, sentindo todo um País, trauteando cada sílaba de um som que me dava ganas de por tudo e por todos lutar, percebendo o orgulho que me transportava para lá do que poderia ser aceitável.
Habituei-me a reconhecer na pequenez geográfica deste rectângulo já, então, no "fim da Europa" (curioso não é?), o nosso cantinho à beira mar plantado.
Atirei-me à vida, agarrado a estes e outros princípios que me ajudaram a crescer, a fazer de mim um cidadão de dignidade indubitável.
Atravessei o 25 de Abril de 1974 com a mesma esperança de milhões. Acreditei. Duvidei. Voltei a acreditar... resisti, e até insisti. Como tantos outros.
Uma história vivida de altos e baixos.
Isto dói. Ver um País amolgado pela incompetência, consumido pelas forças duvidosas do salve-se quem puder.
A incompetência de não sei quantos governos, entre provisórios e definitivos. O olhar arrogante do quero posso e mando.
Um País vendido ao desbarato, peça por peça, até à dúvida final.
E agora?
Os portugueses que sabem de história e, concretamente, da história do seu País, sabem que Portugal, País e Povo, já caíram às mãos de um "salvador", vindo do lado obscuro do sistema, por causa da situação económica. O mesmo risco se corre agora. Ou não está, o tal sistema económico, agora como então, "à beira de um ataque de nervos"?
Há culpas e culpados. Naturalmente escondidos.
O Povo que se lixe! Os pobres que paguem a crise!
Os arquitectos da desgraça instalam-se, uns, reinstalam-se, outros, "sacodem a água do capote" e fazem ares de ingénuos, devidamente camuflados, claro, não vá o diabo tecê-las.
Entretanto, gozam. Os que estão no Poder e outros, distribuídos a preceito no terreno. "Boys", quais rosas alaranjadas, todos tiveram, e têm, o seu tempo. Mas, cortando a direito, temos que daqui inferir a ausência da isenção de culpados. Refiro-me à co-habitação táctico-legislativa multicolor que transborda do hemiciclo e vai andando de vergonha em vergonha.
Neste pasmado território, qual estádio de futebol a abarrotar de êxitos aparentes, podre na infra-estrutura, corroído e corrompido - para rimar e não só - cá nos vamos mexendo, apertando tudo o que fica para além do cinto, ainda sem saber se o que nos espera é uma réstea de nada ou um pedaço de coisa nenhuma.
Já nem o futebol nos alegra os corações. Memórias de outros fados nos toldam a alma.
Mais impostos? Salários congelados? Sirvam-se cavalheiros, sem mais delongas. O Povo cá continua, à espera. Sim que um dia haverá de ser tempo do Povo falar. Se fôr a tempo.
Entretanto, digam-me lá, por favor, para onde vai Portugal.
Os meus descendentes julgar-vos-ão a apetência pela mentira, pela fraude psíquica. Quanto a mim, ainda capaz de fazer alguma coisa, juro que nunca mais verão a côr do meu voto, em circunstância alguma abrindo, desde já, uma excepção para dizer NÃO à Constituição Europeia. Sempre ouvi dizer que vale mais só do que mal acompanhado.
Meu querido Portugal: agoniante e agoniado anda, por sei lá quanto tempo mais, o teu Povo. Que acalenta, apesar de tudo, a esperança de que o bom senso, a verdade e a vergonha regressem, um dia, ao teu seio.

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domingo, maio 15, 2005 

"FUTEBÓIS"

Andei a dar uma volta pelos blogues que habitualmente dedicam umas palavras ao futebol. Muitas queixas, algumas desilusões, várias frustrações.
Independentemente do Clube da nossa preferência, parece que numa coisa há unanimidade: a falta de qualidade deste campeonato. Exceptuando aquelas pessoas que usam o fanatismo/fundamentalismo como base, a maioria chega à conclusão de que qualquer que seja o vencedor este ano, falta muita coisa ao miserável futebol lusitano.
Com raras e, por isso, honrosas excepções, o futebol praticado foi duma mediocridade espantosa.
Já não há "grandes". Os quatro tradicionais (Benfica, Sporting, Porto, Belenenses) já fazem parte da história. Os três que sobram deste quarteto diluem-se, primeiro em SAD's sem valor acrescentado, de resto, o que acontece a muitos outros clubes e, depois, em quartéis de militantes artistas da bola que se movimentam ao sabor do dinheiro, sustentados por empresários (?) de estilo duvidoso e movimentação oportunista.
Não se passa o mesmo noutros países onde o futebol, apesar de padecer de alguns males semelhantes, ainda consegue oferecer bons espectáculos.
A pátria mãe do pontapé na bola, invadida ultimamente pelo mercantilismo estupidificado, lá vai mantendo o estatuto de vanguardista no que ao jogo jogado diz respeito. Refiro-me à Inglaterra, onde quem gosta da modalidade ainda consegue deliciar-se com grandes momentos, grandes jogos, pouca conversa. Espanha, Itália, Alemanha e França, na minha modéstia opinião, seguem o exemplo mas a larga distância, principalmente os dois últimos.
Voltando a Portugal, ainda se lembram de um Benfica onde durante alguns anos era o único clube só com jogadores portugueses? E de um Feirense que a nível secundário se manteve algum tempo como sendo um resistente a jogadores estrangeiros?
A questão da invasão estrangeira merece uma análise no sentido de se perceber se trouxe mais vantagens ou inconvenientes. Nisso, a chamada Lei Bosman tem algo a dizer por ser culpada de muita coisa negativa.
A uma jornada do fim, o título da Superliga está por decidir. Ao contrário da Segunda Liga onde há duas semanas se sabe quem sai no primeiro lugar, bem como os dois outros clubes que ascendem à Superliga.
Poderíamos estar na presença duma dúvida causada pelo grande equilíbrio, nivelado por cima. Se assim fosse estava o luso futebol de parabéns. Mas o nivelamento está a fazer-se por baixo. O que nos entristece e tira fulgor a um campeonato que já tem gente a mais (18 clubes).
Esta coisa de ver um campeonato decidir-se na última jornada é ilusão. Contem-se os pontos que os teoricamente mais sérios candidatos perderam onde era suposto ganhar. Conclusão? Tirem-na. Não quero parecer suspeito.
A patetice-ilusão é tanta que ontem, depois do jogo Benfica vs Sporting, se ouviram businas por essas ruas fora, como se existisse já um campeão. O que não é verdade. Mas as desilusões têm sido tantas que uma vitória sobre o rival lisboeta já dá direito a festejos de grande dimensão mas de pouco significado. Ou os adeptos/simpatizantes benfiquistas já se contentam com tão pouco? Esperemos por domingo próximo. E a festa pode começar no Bessa ou nas Antas. Mais remotamente em Alvalade. É certo, ou quase, que os primeiros foguetes serão lançados com pronúncia nortenha: no Bessa, se o Benfica pontuar, ou nas Antas, em caso de vitória do Porto ante a Académica e derrota do Benfica frente ao Boavista. Muito remotamente, haverão foguetes a sul se o Sporting levar de vencida o Nacional e o Benfica e o Porto perderem os seus jogos.
Como rodapé, permitam-me referir que em caso de igualdade pontual entre os três agora únicos candidatos (Benfica, Sporting e Porto), o título fica nas Antas.
Daqui a uma semana se verá o pouco que ainda vale o nosso futebol.
Que haja fair play. Não só dentro das quatro linhas mas, principalmente, fora delas.
Uma boa semana para todos.

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sábado, maio 14, 2005 

PORMENORES...

Muito boa a ideia do Fernando (http://www.lusomerlin.blogspot.com/). Prepara-se um jantar para dia 16 de Julho, um sábado. O blogue faz um ano a 13 desse mês e, de facto, nada melhor do que tentar juntar o maior número de bloguistas, e não só. Os pormenores do jantar podem ser vistos no blogue Fraternidade, cujo link está disponível na primeira linha deste "post". Todos merecemos um grande encontro. Em honra do Fernando Bizarro, esse inefável militante da amizade, da fraternidade, da honra, da sensatez.
Bora lá malta!!!

Ontem foi sexta feira 13. Por princípio popular, um dia azarado. Confesso que não vi nenhum gato preto nem ninguém a passar por baixo de umas escadas. O meu azar maior deu-se por volta das 22 horas quando percebi que o euromilhões não tinha querido nada comigo.
Talvez a crença popular tivesse sido amenizada pelo facto de ontem ter sido dia da Nossa Senhora de Fátima. Será que foi?

Ando á procura de um local, aqui na net, onde possa consultar o DL 498/72, de 9 de Dezembro, que aborda o ESTATUTO DA APOSENTAÇÃO NA FUNÇÃO PÚBLICA, bem como a legislação que introduz várias alteração ao mesmo, até à mais recente (Lei nº 1/2004, de 15 de Janeiro).
Se alguém souber onde posso conseguir essa matéria, diga, por favor. Aqui lavro o meu agradecimento público.

A Vodafone não presta. Cambada de oportunistas. Hoje liguei o 1212 para pedir a mudança de plano tarifário. A resposta foi a de que até ao dia 20 não se aceitam mudanças. E não se avisa? Vem aí "chuva" de certeza. A Vodafone explora os seus clientes até à medula. Contratualiza uma coisa e faz outra. O preço das chamadas sobe desalmadamente. Será que com os outros operadores (TMN e OPTIMUS) acontece o mesmo?

Faz hoje um ano era dia 14. Vou comemorar.

Bom dia para todos.

O Reporter vai sair de gravador em punho.

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quarta-feira, maio 11, 2005 

DESCULPEM QUALQUER COISINHA

Tinha pensado em vir aqui hoje para escrever qualquer coisa de jeito.
Tinha pensado mas controlei o ímpeto. Atempadamente.
Ainda assim, e já que aqui estou, não me custa cumprimentar-vos e dizer-vos que ando sem pachorra para "blogar".
Isto não está fácil.
Nem a notícia de que o défice nacional será inferior até... 2008 me entusiasmou.
Nem a informação de que Julio Iglesias, quase mumificado, vem a Portugal.
Nem a informação da democrática viagem de George W. Bush ao oriente.
Nem a declaração de Wladimir Putine no sentido de ajudar a democratizar quem se quiser inscrever no "Clube".
Bolas! Nada, ou quase nada, me põe um sorriso nos lábios.
Ando lixado da vida. Ou será com a vida?
Pronto. Não incomodo mais, vou sentar-me no meu sofá de estimação, o que tem lugar marcado para sábado. Isto se não me aparecer, em cima da hora, um SOS que me leve ao trabalho no Estádio da Luz.
A propósito, qual é o vosso prognóstico? Calma! Só serão aceites de bom grado prognósticos feitos com bom senso, ou seja, os que apontarem a vitória do SL Benfica. Os outros, obviamente não serão apagados mas... cuidado.
E agora sim, deixo-vos em paz, vcs merecem.
Tenho aqui umas ideias futebolísticas. Se me der na gana, antes do Benfica vs Sporting (mais Benfica que Sporting) do próximo sábado, virei por aqui explaná-las.
Para o José Peseiro e para o Giovanni Trapattoni um conselho: arrisquem tudo. A gente depois fala melhor sobre isso. OK?
Agora, xixi e cama.
Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

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domingo, maio 08, 2005 

MORREU O JORGE

Amigo e companheiro de longa data, Jorge Perestrelo deixou-nos.
Do tanto que tenho para dizer, não me apetece falar.
Deixo, aqui, uma muito simples homenagem ao homem pela mão de quem entrei, pela primeira vez, na Rádio Comercial. No desporto da rádio onde, depois de Angola, o Jorge havia de implantar um estilo próprio.
O sorriso largo do Jorge jamais será esquecido.
A amizade franca do Jorge fica connosco.
Jorge, meu amigo, um dia, num estádio especial, relataremos muitos golos. Se a rapaqueca passar por ti, ripa nela.
Faz dançar o véu da noiva, companheiro.
É DISSO QUE O MEU POVO GOSTA, Jorge!!!
Até um dia. Até sempre, Jorge.

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sexta-feira, maio 06, 2005 

PARA ONDE VAMOS?

Estou revoltado! Como a maioria dos portugueses, tenho a certeza.
Tanto tempo depois, eis que aquilo que parece ser a verdade dos factos, vem a lume.
A pequena Joana foi barbaramente arrancada à vida. Primeiro violada, depois atirada aos porcos. Leram bem e é exactamente assim. Atirada aos porcos. Que fizeram o resto. Se é que havia espaço para o resto.
O Ministério Público propõe 25 anos de cadeia para cada um dos dois envolvidos.
Não! Não posso estar de acordo. Cadeia, com cama, roupa, comida e sabe-se lá mais o quê, à nossa conta? Nem pensar!!!
Esta gente tem que sofrer. Devagar. Com requintes. Morte. Não imediata. Isso é que era bom!!! Lentamente. Onde sentissem horrores minuto após minuto. Durante muitos minutos. A morte imediata para esta gente não dá. Seria um favor que lhes fariam. E a prisão é lugar demasiado fino para nojentos desta estirpe.
Vou lavar as mãos. Desinfectá-las. Depois de escrever sobre esta m....a de gente é o mínimo que devo fazer.

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quarta-feira, maio 04, 2005 

UM QUARTO DE ANO

Faz esta 5ª feira três meses que este vosso humilde mas teimoso companheiro se iniciou na blogosfera. Os primeios passos, depois de muito incentivados, foram seguidos, de perto, por alguns amigos e amigas, aos quais nunca é demais agradecer.
Três meses é muito tempo. Nunca, confesso, admiti resistir tanto tempo. Não, não há aqui exagero nenhum. Foi isto mesmo que pensei.
Uma vez "cá dentro", várias vezes sussurrei: "E agora?"
Sem perfil pré traçado, sem conteúdo programado, seria aquilo que me viesse à cabeça. Nada de grandes planos, projectos fora de tempo, não. Um trajecto simples, despretencioso onde, como já vos disse, me entretenho a fazer uma das coisas de que gosto: escrever.
Reafirmo a minha total despreocupação pelos algarismos que vão constituindo os comentários, as visitas, etc.
Amanhã, pacatamente, vou abrir uma garrafa de água à saúde do "Em Directo E A Cores" e do seu progenitor, se me permitem.
Gostava de vos ver por aqui. Em amena cavaqueira. Dizendo de vossa justiça. Criticando. Gostava mesmo. Seja quem fôr, é desde já bem vindo.
Os parabéns, mesmo que pelos curtos três meses, sabem sempre bem. Dão alento.
Mas, por favor, nunca se lembrem de mim para concursos e/ou correntes literárias.
Não nasci para isso.
Tenho receio de ganhar tudo. E o Sol quando nasce é para todos. Dizem.
Bem hajam.

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domingo, maio 01, 2005 

BRINCAMOS OU QUÊ?

Um cidadão de respeitabilidade muito acima da média encorpora-se numa daquelas manifestações do bora lá que é o que tá a dar, avenida acima, e tal, gritando daquelas frases feitas em laboratório a preceito, o povo unido, a reacção e tal, dessas coisas bacanas, quando se ouve, com mais insistência, aquela do "DESEMPREGO NÃO! QUEREMOS TRABALHO!".
Alguns gritos e outras tantas cervejas depois eis que se abeira do nosso cidadão um cavalheiro perguntando-lhe se queria trabalho. É que ele era dono de uma fábrica, e tal, estão a ver a coisa, n'é?
Ao que o bom do nosso cidadão respondeu: "Porra pá, é preciso ter azar, com tanta gente aqui logo me havia de calhar a mim a oferta..."

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